RELATÓRIO DE TENDÊNCIAS: OUTONO-INVERNO 2025
ROMANCE & DRAMA
Folhos, rendas, jabots e romantismo teatral. Os designers continuam suavemente a tendência boho chic que conquistou as ruas este verão, mas levam-na ao máximo. Vestidos que lembram combinações, drapeados intrincados, mangas bufantes e golas altas evocam o espírito da era vitoriana, mas numa versão nova e mais ousada.
Rendas subtis e leveza dos materiais misturam-se com a estética da desconstrução. Silhuetas românticas são quebradas com um cinto de pele, transparências ou tecidos com efeito desgastado.Dries Van Noten apresenta camadas teatrais inspiradas no tradicional sari, enquanto Alexander McQueen revitaliza os folhos num ambiente gótico e obscuro.
(VOLUME) MÍNIMO
O oversize passa para segundo plano – agora as proporções são esculpidas, arquitetónicas, quase futuristas. Os ombros assumem formas geométricas, os acessórios ganham contornos angulares e as saias e calças lembram casulos. Trata-se de uma tendência que exige autoconfiança e que também atrai os minimalistas pela pureza das linhas e fluidez.
Givenchy prova que até um casaco de cabedal pode tornar-se um projeto vanguardista quando a linha dos ombros é deslocada alguns centímetros. Pieter Mulier na Alaïa centra-se na exploração da silhueta e em detalhes monumentais, enquanto Jacquemus e Loewe brincam com as proporções com um toque de ousadia.
REGRESSO AO ESCRITÓRIO
O escritório nunca esteve tão na moda. Os blazers caem suavemente sobre os ombros, as saias surgem em novas versões – com drapeados ou aberturas arrojadas. Os designers reinterpretam a tendência office chic, conferindo-lhe uma nova dinâmica. É uma verdadeira escola de estilo para a mulher profissional contemporânea e uma elegância sem esforço, perfeita para transitar de uma reunião de negócios para uma saída à noite.
Stella McCartney entende na perfeição este conceito com a sua mais recente campanha ‘Laptop to Lapdance’, enquanto a Jil Sander propõe precisão no corte, quebrada pela extravagância dos anos 80.
FEMININA
O "quiet luxury" dá lugar a uma celebração aberta da feminilidade. É um regresso à extravagância em versão haute couture. Vestidos drapeados e rodados descem até ao chão, os casacos realçam a cintura e as mini carteiras e sapatos completam o look de uma verdadeira dama. Uma estética que conjuga elegância com um toque de ousadia.
As marcas extraem das produções um luxo impossível de passar despercebido. Jacquemus traz elegância aos salões, Fendi e Bottega Veneta recuperam as mini vanity bags, enquanto Diesel brinca com o tweed e a textura, conferindo ao conjunto um toque punk.